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Visões escolares: De Pink Floyd a Rebecca Black

12/05/2011
Pink Floyd ou Rebecca Black? Qual deles deve fechar a boca?

Certa tarde eu estava assistindo ao Acesso MTV, e as apresentadoras estavam falando da nova sensação teen do momento: Rebecca Black. Cantores teens se reproduzem mais rápido que o mosquito da dengue, então o que fez Rebecca se destacar da multidão? A bizarrice. Não uma bizarrice tipo Lady Gaga, algo tipo mais acéfalo mesmo.

Se você tem mais de 20 anos talvez não esteja a par do que estou falando. Bio de Rebecca: Rebecca tem 14 anos e lançou no YouTube o vídeo da música Friday, que alcançou a marca de 55 milhões de acessos em apenas 1 mês. Chegou a ser comparada ao Justin Bieber, coitado…

Amor é ódio foram os sentimentos que essa mocinha conseguiu despertar mundo afora. O clipe é tosco, ela não sabe cantar e tampouco é uma moça bonita. Mas, como vivemos numa era do “falem mal mas falem de mim”, Rebecca conquistou fãs e até foi contratada por uma gravadora.

Fatos que gostaria de entender o que leva alguém ouvir uma pessoa como é Rebecca:

  1. Que tipo de referências musicais esses jovens têm?
  2. Esse tipo de artista realmente simboliza o tipo de pessoa que os jovens gostariam de ser?
  3. Fãs não fluentes em Inglês, vocês sabem o que ela está cantando?

O que me deixa triste é que nos anos 70, por exemplo, música de sucesso era Pink Floyd, com letras e melodias complexas e, por vezes, pertubadoras. Algo que te levava a refletir sobre o mundo, e não apenas ir de acordo com a maré. A música que vou usar de exemplo é Another Brick In The Wall (Parte 2), música integrante do álbum The Wall, lançado em 1979 e composta pelo baixista da banda, Roger Waters. Nessa parte a canção critica o sistema educacional, principalmente aquele praticado nos internatos. Roger viveu no contexto da Guerra Fria e perdeu o pai durante a Segunda Guerra Mundial.

Todo mundo tem direito de ouvir o que quiser. Claro que você não vai pra balada pra ouvir Mozart, mas, peraê, música e barulho são coisas bem diferentes! Procure conhecer músicas de outras bandas, de outros países, de estilos diferentes do que você está acostumado. Você pode continuar gostando da Rebecca ou então ver que existe mais música legal por aí do que você imaginava.

Porém, encontrei algo em comum entre a música Friday, da Rebecca e Another Brick In The Wall (Parte 2), do Pink Floyd. Ambos apresentam a visão de um dia no colégio. Cada qual com uma visão BEM diferente do que é escola. Assista aos clipes e tire suas próprias conclusões.

.

Reflexões de cada geração.

E aí, o que achou? Comente e mostre sua opinião.

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4 Comentários leave one →
  1. tatty permalink
    23/05/2011 13:36

    Que nada professora,e bom que permaneço cada vez mais distante desse tipo de coisa.
    A menina deve ser gaga,porque ela vive repetindo uma palavra no mínimo duas vezes:
    WE WE sei la o que
    SIT SIT
    e a mais irritante de todas
    FUN FUN FUN FUN FUN FUN…ahhhhhh não tem fim!!rs
    Nossa,graças a Deus isso não existia na época do nazismo,senão os judeus iam sofrer mais ainda,porque essa musica é uma forma cruel de tortura..rs

    • 23/05/2011 21:08

      O que eu acho pior não é ela cantar essa música ridícula, e ela fazer sucesso com essa música. Isso mostra a falta de referência artística dessa juventude. Pra mim, isso é uma completa lavagem cerebral, não tem nada de FUN FUN FUN.
      Jovens como vc estão virando raridade…

  2. tatty permalink
    20/05/2011 11:39

    credooooo professora,eu so tenho 16,mas nunca tinha ouvido falar nessa..criatura?rs
    Meu Deus foram os 3:48 min mas desperdiçados da minha vida,que letra ridicula!!!um bando de pirralhos de 13,14 anos dirigindo um carro(!?)falando em “curtir” uma festa igualmente recheada de pirralhos,e se achando os descolados..é o fim..
    P.S.:adoro essa musica do pink floyd,foi a primeira que ouvi deles.

    • 20/05/2011 16:08

      É, Tatty, desculpe fazer eu te fazer passar esse desprazer, mas Friday é uma música muito consumida pelo público jovem e, quando a ouvi pela 1ª vez, fiquei horrorizada pela alto nível de idiotice da música. Claro, a grande maioria da música comercial que se vê por aí é bem vazia, mas Friday chegou ao ápice do total besteirol… Mas, infelizmente, vejo como um perfeito resumo de nossa juventude.
      Essa música do Pink Floyd foi a primeira que ouvi tb.
      Obrigada Tatty!

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